Sobre a taxação de serviços para evitar concorrência desleal

Inovação é uma coisa que nunca para. Sempre está surgindo algum serviço, empresa ou modo de fazer algo que é muito melhor, mais rápido, eficiente ou algum outro adjetivo positivo que algum outro já existente.

Com a criação de coisas ou métodos melhores que os existentes, é esperado que o que se tornou obsoleto seja descontinuado ou reduzido pelo simples fato de que há uma forma melhor de fazer ou um produto que soluciona melhor um problema.



O que eu não consigo compreender é o fato de que muitas vezes o resultado dessas inovações são tachados e outras medidas são aplicadas com o fim de proteger o que se tornou obsoleto.

Um exemplo bem próximo e já bem discutido são os E-books. Por serem mídias digitais, o que proporciona a fácil replicação e distribuição instantânea a níveis mundiais, seria evidente que esta nova forma de distribuição de conteúdo superaria e muito o livro de papel e revistas.


Porém foram criadas diversas medidas preventivas para evitar que o E-book prejudicasse a venda de livros de papel. Isso faz com que o preço de um E-book seja quase idêntico ao do livro em papel, o que causa um certo atraso à popularização do formato.

Algo semelhante está próximo de ocorrer com outro serviço inovador: a Netflix. Por ser um serviço pago, portanto comercial, e operar internacionalmente, alguns governos de países incluindo o Brasil procuram formas de taxar o serviço.



Alguns defendem que sendo a Netflix uma empresa a operar comercialmente no Brasil, precisa pagar para fornecer o serviço. Outros vêem mais como uma forma de proteção à TV por assinatura.

Concordamos que a Netflix é uma evolução e tanto: sem intervalos comerciais, quantidade virtualmente ilimitada de filmes, e a possibilidade de assistir praticamente em qualquer aparelho conectado à internet. Taxar um serviço como este com a intenção de proteger comercialmente TVs por assinatura é dar um tiro nos pés.

E você, o que acha que seria melhor no mundo se não houvessem tanto protecionismo com coisas defasadas?
Manda tua opinião nos comentários.

Até mais!

(Não, este artigo não é um publieditorial. Não tenho esse cacife todo ainda.)

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